sábado, 1 de abril de 2017

O BOM SAMARITANO

Eu e o Caixa Preta estávamos fazendo a nossa tour pelos botecos da cidade, pois com esse calor que parece que estamos em pleno Saara pelados no sol, só aquela cerva bem gelada ia resolver e aplacar a nossa sede.


Passamos pelo “Mil e Uma Moscas” a coisa ficou esquisita pois o velho Caixa estava com uma “pindura” por lá e não tinha pago, fomos jogados na calçada gentilmente por dois “leões de chácara” que pareciam duas geladeiras.
Fazer o que ? Vamos encarar a sujeira do Porcão, pegamos o rumo daquele antro tão amado, onde o tratamento vip a nós dedicado pelo Galak me deixavam com os olhos marejados e com vontade de matá-lo.
Expliquei ao velho Caixa que aquela vida estava me cansando, o Guerrilheiro do Cerrado estava inspirado e me fez ver que era besteira.
A explicação do cabra me convenceu de uma vez por todas, pois o lado social me fez despertar e desistir de vez daquela ideia insana.
Dizia ele que outro dia tinha pensado realmente em parar de beber, mas teve que repensar, apesar da vergonha de chegar em casa e dormir na casinha do cachorro.
Mas o forte sentimento de dever social como cidadão falou mais alto, quando pensou nos milhares de trabalhadores nas cervejarias, distribuidoras, botecos que com seu emprego sustentam suas famílias.
Bate então muito forte a responsabilidade, a consciência pesada, não posso para de beber! Afinal eles dependem de mim. Tomamos um porre de lascar.