segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

PARECE DUBAI

Tá danado, estou tentando espairecer, desligo o meu computador pra me afastar um pouco dos noticiários, evito ficar vendo e ouvindo tanta desgraça.
O meu amigo Caixa Preta, disse que essa é uma síndrome da dureza que nos atinge sem dó nem piedade, estou mais liso que mussum ensebado, com isso tenho evitado ir ao Porcão, tenho que economizar.
Procurei o velho Caixa pra saber das novidades sobre o Guará, ouvir quem sabe um caso maluco que o cabra sempre tem pra contar, eu estava precisando espairecer.
Estou me distanciando de grupos de What’sApp, sou herege, os grupos que eu entro, parece que estou no céu, a companhia de tantos santos me deixa meio cabreiro, o Guará como nova terra santa é de lascar.
Começamos o ano, com ele a certeza que o mundo está emburrecendo de maneira avassaladora, essa constatação me deixou meio cabreiro com o que nos espera o futuro.
A nossa capacidade de pensar depois dessa onda tecnológica caiu de forma que chega a nos assustar, não quero me posicionar contra os avanços do mundo moderno. 
Mas considero exagero com o que ocorre à nossa volta, fico até meio assustado quando entro em qualquer transporte público, ninguém conversa com ninguém, todos com um celular na mão curtindo as idiotices plantadas nas redes sociais, muitos chegam a perder a parada onde desceriam, ninguém troca uma palavra com ninguém, sentimos que o mundo está muito bem dominado, chega a assustar.
Sem querer olho pro calendário, parece que Fevereiro chegou mas logo acaba, com isso os problemas continuam, principalmente aqui no nosso quadrado.
As mentiras são muitas, mas soluções muito poucas ou nada, o festival de embromação pegou o embalo, continua a todo vapor, ninguém aguenta mais ver as vaquinhas de presépio defenderem ou divulgarem o nada que juram está acontecendo.
Parece Dubai!

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