Sem muito o que fazer passei a procurar o meu amigo Caixa Preta, resolvi dar uma chegada lá no famigerado e adorado Porcão.
Sentei na nossa mesa favorita, aquela ao lado da porta pra uma eventual fuga, uma área de escape, pois por ali acontece de tudo.
O velho Caixa chega todo animado, depois de xingar até a décima geração do nosso garçom o famigerado Galak, que recebeu um cérebro de asno ainda no hospital pois descobriram que o pimpolho nasceu sem.
Mas resolveu falar de coisas mais importantes que acontecem no nosso quadrado, a coisa não está muito boa, com tendências de piora, pois desgraça pouca é bobagem.
Mas o velho Caixa estava indignado, começou então a falar sobre uma grande preocupação do mundo atual.
Segundo os estudiosos o fim do mundo está ali na esquina, mas quando penso no fim do mundo sempre vejo um sinal que a data fatídica não está muito longe, aqui em Dubai, desculpem, mas Dubai foi o carinhoso apelido dado ao Guará por meu espirituoso amigo Caixa Preta.
Basta olhar em volta que temos claros sinais, basta dar uma volta no famigerado Calçadão da Vergonha, onde se não andarmos com cuidado cairemos nas crateras que aumentam cada dia, se conseguir se livrar ainda corremos o risco de sermos atropelados por um ciclista sem noção, pois a ciclovia não faz parte de toda a orla.

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