quinta-feira, 9 de julho de 2020

QUEM SE IMPORTA?

O nosso povo adora as besteiras propagadas incessantemente pelos grupos de Whats App e Facebook, vibram nas mãos de governos e desgovernos que, sabendo da nossa inércia em reagir a assuntos sérios, ficam zombando, sorrindo da nossa eterna covardia em se revoltar contra os assaltos ao erário e desmandos que por aqui acontecem sem que ninguém seja incomodado, cobrado ou punido.


Um país onde temos verdadeiros templos para a prática do futebol, apesar de construídos com o nosso dinheiro e suor, pouco se aproveita desses elefantes brancos, a não ser os rombos astronômicos ao erário.
Um futebol decadente, falido e cada vez mais dependente do Estado para sobreviver, basta ver os contratos bilionários assinado com times de futebol a fundo perdido, temos com exemplo maior um contrato assinado com um time do Rio de Janeiro e um banco estatal que supostamente foi salvo da situação pré falimentar, pois não acredito em milagres, principalmente na área econômica.
O GDF gasta muito e gasta mal, com isso quem sempre leva tinta é o pobre contribuinte, assim como o hospital de campanha instalado no estacionamento do recém-doado, digo, privatizado, Mané Garrincha. Esse dinheiro todo bem poderia ter sido utilizado aqui no DF em coisas mais importantes pra toda a população, melhorando a qualidade de vida de todos, investindo em coisas que realmente importam.



terça-feira, 7 de julho de 2020

ESPAÇOS TOMADOS

Sentado aqui em frente ao computador começo a ler as notícias sobre o Guará e sem querer volto ao passado, talvez em torno de algumas décadas quando aqui cheguei e aos poucos fui me apaixonando pelo Guará, criando novas amizades, sem querer estava com as raízes fincadas nessa cidade que vi crescer.
Não como agora que cresce desordenadamente, parecendo mais uma Babilônia moderna. Relembrando vejo um filme onde todas as imagens passam, um pouco esmaecidas pela passagem do tempo que é inexorável, como dizia o poeta,”o tempo não para”. 


No filme me vejo dando minhas costumeiras voltas, sempre a pé, paro diante do Centro Administrativo Vivencial e Esportivo – CAVE, revejo um local onde nossos filhos e nós mesmos chegamos pra usufruir do espaço que sempre fez parte do nosso cenário.
Com o passar dos anos e o pouco interesse de administradores, governos, padrinhos, madrinhas, padastros e assemelhados, encontra-se hoje largadão, passou a ser terra de ninguém, o que é lamentável.
Por conta da ganância e falta de visão de futuro, estão querendo fazer uma doação pra empresários que, mancomunados com alguns idiotas que acham que toda solução para a coisa pública é o setor privado, não passam de sanguessugas ou bezerros famintos agarrados às tetas do governo, pois nunca miram a melhoria de nada, mas somente a própria salvação desde que o contribuinte fique calado e não reclame.
Não tenho nada contra o progresso, nem mudanças, desde que não envolvam dinheiro público em detrimento a população, como agora estão ameaçando fazer com aquela área que pertence ao povo, alterada para usufruto próprio.



sexta-feira, 3 de julho de 2020

NEGÓCIOS DA CHINA

Em grupo de WhatsApp alguém de repente lembrou do Parque Ezechias Hering que, apesar das diversas ameaças, até hoje não foi feito o cercamento definitivo com o dinheiro de compensação que repousa nos cofres da Terracap, mas parece que está colado no fundo do cofre e nada de liberação. 


Enquanto isso o tempo passa, nada é resolvido, sempre na base de muita conversa fiada, sem nenhuma ação para realmente acontecer. Essa conversa jogada no grupo, assim de repente, parece uma conversa com intuito de mudar o foco, de um assunto que domina todas as rodas de discussão no Guará, que é a imoralidade que estão querendo jogar na mesa com a PPP do CAVE, transformada convenientemente em concessão, que foi devidamente fatiada para atender os amigos da vez, um jogo de cartas mais que marcadas.
Principalmente aqueles que gostam de uma boa dose de benesses, oferecidas nesses vergonhosos negócios que volta e meia aparecem por aqui.
Por mais que tentem explicar, mais a coisa parece estranha, não é uma farra, mas um verdadeiro bacanal pra ninguém reclamar de Sodoma e Gomorra, sempre aproveitando a inércia dos órgãos competentes que deviam fiscalizar com mais rigor.



quarta-feira, 1 de julho de 2020

BATIZADOS NA PANDEMIA

Conversando como o Caixa Preta pelo telefone para matar a saudade do Porcão, pois o mesmo está fechado por causa da Pandemia, assim nos contentamos com longos papos telefônicos, que podem não ser a mesma coisa mas quebra um galho.


Como sempre o cabra tinha algumas tiradas prontas. Uma das que achei boa e dei umas boas risadas foi sobre o nome dos nascidos pós pandemia e me passou um bocado de nomes: Fakenilson, Covidiany, Pandemira, Laiveane, Coronardo, Alcogerson e mais uma centena, concordei e soltei uma gargalhada que foi ouvida lá no Riacho Fundo.
Mas o Caixa estava estranhando era a quantidade de quiosques aparecendo ou sendo reformados na moita, tem alguns até servindo de residência, pois a maioria está muito bem localizada e em áreas ditas nobres da cidade. Fiscalização que é bom nem pensar, isso sem contar com os famigerados puxadinhos nos diversos estabelecimentos, fazem cara de paisagem e a turma deita e rola.
Dizia ele que quase todas as praças do Guará estão completamente abandonadas, sujeira é comum em todas, bancos quebrados, pisos estragados, quadras de esportes totalmente destruídas, depois reclama da dengue e doenças que vem junto com esse descaso.
Essas praças deveriam ser o ponto de encontro da comunidade, mas em sua maioria, são frequentadas por desocupados que passam o dia bebendo, incomodando senhoras e moças que por ali passam.





quinta-feira, 25 de junho de 2020

RASTA PÉ

Hoje meu amigo Caixa Preta me ligou, um frio de lascar eu queria mais era ficar embaixo das cobertas assistindo algum filme ou live na Tv.
O cabra me lembrou que estamos no mês das festas juninas, mas até agora não ouviu o ronco da sanfona tocando aquelas conhecidas músicas de São João. 


Lembro muito bem quando saia de casa todo agasalhado pra curtir uma animada festa junina ali pros lados do Ed. Consei, onde, naquele estacionamento, uma animada quadrilhada dançava ao som de algumas bandas de forró que vinham abrilhantar a festa.
Muitas barraquinhas vendendo quentão, churrasquinho, milho assado ou alguma outra deliciosa comida típica de São João, juntando tudo isso uma animação pra ninguém botar defeito, onde velhos, crianças e jovens se divertiam, dava gosto ver.
Vinha gente de todo o DF curtir o São João aqui no Guará, pois sabiam que a diversão estava garantida e era uma grande oportunidade de encontrar velhos amigos. 
Até eu que não sei dançar arriscava uns passos tímidos ao som do velho Gonzagão que dizia: “A fogueira tá queimando, em homenagem a São João. O forró já começou, vamos gente, rasta pé neste salão”... 
Com todo o calor da festa, a idade nos torna mais vulneráveis e o frio atacava sem dó nem piedade, apesar da vontade de ficar, tinha que ir.
Me deu uma saudade danada, sem querer amaldiçoei a tal pandemia que nos priva de uma festa tão boa e salutar.



terça-feira, 23 de junho de 2020

BATENDO PERNAS

O Caixa Preta disse pra mim que, agora durante a pandemia, está doido pra bater perna pelo Guará, mas morre de medo de bater as botas, então permanece no seu retiro, lendo, assistindo alguns filmes interessantes ou jogando Candy Crush Saga, um joguinho meio bobo, mas distrai pra caramba.


O velho Caixa tem visto as manifestações sobre a tal Parceria Público Privada – PPP, mas com toda certeza, pela catinga, que o que restará para a população do Guará é somente a privada, pois agora os alquimistas do GDF e os amigos desinteressados, resolveram transformá-la numa vergonhosa concessão, onde alguém vai levar uma linda pernada, com certeza mais uma vez o pobre contribuinte.
A população do Guará sente-se desamparada sempre à mercê dessa turma que todo dia tenta enfiar essa coisa vergonhosa goela abaixo da população, que já não aguenta ver o crescimento desordenado imposto por visões distorcidas de quem apenas leu em algum tabloide ou blog essas ideias de jerico que correm por aí para tentar pôr em prática, julgando-se com certeza a bala que matou John Lennon, totalmente fora da nossa realidade.
Enquanto o GDF, MP e a própria CLDF fazem cara de paisagem, como se nada de ruim estivesse acontecendo, permanecendo alheios as reais necessidade de nossa cidade.
Em vez dessa aberração que querem nos impor, poderiam direcionar melhor, atender as muitas reivindicações dos moradores que esperam por alguma melhoria de fato. 



sábado, 20 de junho de 2020

UM SHOW !

Ontem no bloco onde moro, um recital da banda do Corpo de Bombeiros-DF.Um verdadeiro show,agradando a todos com um repertório de primeira. 





sexta-feira, 19 de junho de 2020

POETAS NA PANDEMIA II

VOO LIVRE

Não, não quero ter asas!

Se as tivesse, voando,

Sonharia, lá do alto,

Como seria bom ir caminhando.




quinta-feira, 18 de junho de 2020

A PERNADA

Estava eu assistindo mais um capítulo da série The Good Doctor, que conta a saga de um médico autista em um grande hospital americano, quando de repente o telefone tocou, não preciso nem dizer que era o meu grande amigo Caixa Preta.


Como quase todos os assuntos giram em torno da crise provocada por essa maldita pandemia, que está deixando o mundo de cabeça pra baixo, mas o que de uma forma ou outra termina nos atingindo, talvez muito pior que o Coronavírus ou outra praga qualquer, são os aproveitadores de plantão.
Esse era o assunto que o velho Caixa queria falar, parecia que estava adivinhando o meu pensamento, apesar de ser meio chato e parecer repetitivo, pois o tema é polêmico e eu detesto polêmicas.
A bola da vez era novamente o kartódromo que estranhamente aproveitando a crise gerada pela pandemia, foi lacrado sem mais nem menos, não respeitando os atuais ocupantes.
É uma área pública, isso nós temos certeza, mas tem uma dívida pendurada na administração desde os anos 90,que nunca foi sequer questionada na justiça ou teve ordem de desocupação emitida por quem deveria zelar pelo bem público, mas agora na tal Participação Público Privada – PPP oportunamente transformada em Concessão Pública para premiar os amigos, aparece, acarretando mais um prejuízo entre tantos ao Guará e consequentemente aos contribuintes.