terça-feira, 31 de março de 2026

TOCA RAUL

Lá no Porcão, cheguei a conclusão que estou me preocupando a toa com as coisas estranhas que acontecem, como exemplo cito um caso até interessante.
Eu e o Caixa Preta, como sempre resolvemos dar uma passada lá no antro da sujeira, pedi uma sopa, que depois de algumas horas chegou na mesa, o Galak com toda doçura jogou na mesa.
Comecei a tomar a sopa evitando encarar o asno fantasiado de garçom, vi algo se mexer no meio daquilo que foi batizada de sopa, quando reconheci, soltei um grito: Mosca na sopa, um gaiato gritou do outro lado : Toca Raul!!
Virou uma zona salutar, mesmo com o calor que nos castigava o cabra continuava com as sarcásticas observações.
Pra começar falou da aproximação da  Semana Santa, onde a turma enche as igrejas pedindo perdão pelo que aprontou. 
Na Semana Santa nem vou falar muito pois estou mais quebrado que arroz de terceira, acho que nem sardinha vai pintar na Sexta Feira da Paixão, a coisa tá complicada. 
Com a proximidade da Pascoa, muitas lojas está colocando o mostruário de ovos de chocolate, dei uma conferida nos preços, levei um susto, acho que os ovos de Páscoa serão bentos pelo Papa, o chocolate é suíço tenho certeza.

segunda-feira, 30 de março de 2026

FUTURO SOMBRIO

Estava aqui matutando sobre o nosso sombrio futuro, tentei gritar mas a voz não saiu pensei que tinha ficado mudo, fiz um novo esforço.
Um urro ecoou, a vizinhança pensou que tinha um urso na minha casa, ficaram torcendo pra que ele me devorasse.
Nisso o telefone toca, até que enfim o velho Caixa resolveu aparecer mesmo através de um telefonema.
Corri ao encontro do cabra que já me esperava lá no Porcão com uma cerveja estupidamente gelada sobre a mesa, o papo apesar de tudo ia render.
O assunto do momento não poderia ser outro, candidatos, apadrinhados e puxas sacos espalhados defendendo as boquinhas.
Quando vejo essa cambada de virtuais candidatos ao GDF, confesso que não me sinto bem, fico irritado, as figuras que se propõe cuidar do DF não me deixam nada animado com o nosso futuro, que continua sombrio, essa turma já esteve por aqui e nada trouxe de bom.
A grande maioria é formada por velhos conhecidos, que já tendo passado por aqui em outros tempos em nada contribuíram para a melhoria da nossa vida e do Distrito Federal.
O que me deixa mais cabreiro são as promessas, pois sempre cheios de magia e encanto, ficam alardeando os milagres que farão (tudo na maior cara de pau)como se eles fossem a última chance de salvação da terra, na velha base do “é pegar ou largar”,sempre aproveitando do desespero natural do eleitor que vive a espera de algum santo que o livre das agruras por qual passamos no nosso quadrado, onde a incompetência vive seus dias de glória.

sexta-feira, 20 de março de 2026

PÁSCOA

O Caixa Preta estava meio irritado, pra completar o asno fantasiado de garçom nos esperava
 com aquele falso sorriso, parecia politíco em campanha.
Como sempre na porta já nos esperava com aquele sorriso irônico, numa alegria de fazer inveja a velório, resmungava como sempre algo que não consegui entender, mas tenho certeza que as nossas queridas mães foram citadas.
Fiquei tão alegre que quase saio correndo dali, só não corri porque estava cansado, muito suado e o sol lá fora não era muito convidativo.
Fazer o que? Pedimos a nossa cerveja, logo o velho Caixa começou a falar das coisas estranhas que acontecem por essas bandas.
Assunto não falta, principalmente quando é o Guará, o velho Caixa está inspirado é imbatível, fala sobre tudo e todos.
Com a proximidade da Páscoa o motivo da nossa conversa não podia ser outro, o preço absurdo dos ovos de Páscoa.
De tão caros parece até que o cacau foi colhido por algum monge tibetano, sem os braços, que os colhe com o pé esquerdo.
Segundo o Caixa, se fosse comprar ovos para toda a família teria que empenhar o carro na Caixa Econômica, ou entrar no programa Meu Ovo, Minha Vida que o Governo deve lançar em breve para incentivar o consumo.

quarta-feira, 18 de março de 2026

OS ABUTRES E O PARQUE

Sem querer encontrei com o Caixa Preta, o cabra estava transtornado com o descaso como está sendo tratado o nosso Parque do Guará, que junto com a Reserva Biológica-REBIO, formam o nosso cinturão verde.
Parece que atentados contra o meio ambiente estão se tornando marca registrada do Guará, uma cidade cercada de verde mas com uma tradição muito forte pelo descaso com a natureza, apesar de alguns poucos que realmente o defendem, na tentativa de preservar o pouco que temos.
Basta observar com atenção os movimentos que fazem para tentar chamar a atenção das autoridades contra essa verdadeira chacina contra o nosso meio ambiente, sem observar os verdadeiros atentados contra a nossa qualidade de vida dentro da própria cidade, onde cada dia que passado recebemos tapas na cara de políticos que dizem amar o Guará e vertem lágrimas de crocodilos quando falam disso.
Usam como trampolim para posarem de bonzinhos, quando na verdade os interesses são outros não tão republicanos, os especuladores imobiliários que o digam. 
Basta dar uma volta na cidade para ver os sinais dessas agressões criminosas contra o meio ambiente, que muitas vezes partem de órgãos que estão aqui para nos proteger e zelar pela preservação de espaços tão importantes para nossa saudável e imprescindível sobrevivência, que a cada dia sofrem agressões que podem ser irreversíveis a longo prazo.

sexta-feira, 6 de março de 2026

ECOS DE MOMO

Chega de festas, depois de tanta esbórnia ainda esbarramos em gente com ressaca ou voltando de alguma praia do nordeste, a ordem  agora é voltar ao trabalho já se preparando para a Semana Santa que ninguém é de ferro.
Vamos começar fingindo que somos bonzinhos, tementes e se pecamos foi culpa da bebida e das más companhias, queremos perdão ilimitado. 
Passei pela praça  me deparei com um grupo mamado, muito animado, pensei até que era algum grupo baiano que não tinha se conformado com o final do carnaval, nada disso era a Escola de Samba Unidos do Alambique e Derivados que não tinha conseguido desfilar pois não conseguiram sair da praça devido ao consumo moderado da marvada e ainda ensaiavam ao lado de um quiosque, embaixo da jaqueira, o tema não podia ser outro: Cachaça Não é Água.
Na mesinha ao lado a agitação era em torno de um litro de Domus com Coca-Cola, o que chamam de carinhosamente de passaporte para o inferno, escuto os papos mais variados, gravo o que posso, depois tento passar para o papel.