O Caixa Preta estava meio irritado, pra completar o asno fantasiado de garçom nos esperava
com aquele falso sorriso, parecia politíco em campanha.
Fiquei tão alegre que quase saio correndo dali, só não corri porque estava cansado, muito suado e o sol lá fora não era muito convidativo.
Fazer o que? Pedimos a nossa cerveja, logo o velho Caixa começou a falar das coisas estranhas que acontecem por essas bandas.
Assunto não falta, principalmente quando é o Guará, o velho Caixa está inspirado é imbatível, fala sobre tudo e todos.
Com a proximidade da Páscoa o motivo da nossa conversa não podia ser outro, o preço absurdo dos ovos de Páscoa.
De tão caros parece até que o cacau foi colhido por algum monge tibetano, sem os braços, que os colhe com o pé esquerdo.
Segundo o Caixa, se fosse comprar ovos para toda a família teria que empenhar o carro na Caixa Econômica, ou entrar no programa Meu Ovo, Minha Vida que o Governo deve lançar em breve para incentivar o consumo.
Todos nós sabemos que desde o início, a igreja soube como incorporar os hábitos dos fiéis aos rituais religiosos, nem que para isso fizesse de forma a descaracterizar a celebração, como foi em outras que não recordo.
Na verdade a Páscoa apenas marcava a passagem do inverno para a primavera, saindo da escuridão de um longo tempo sem sol para o renascimento de plantas e animais, mas até hoje não se descobriu como o coelho foi jogado nessa brincadeira.
O tal bichinho, é tido como o mais tarado e prolifero da espécie animal, tanto que o Caixa anda dizendo que quer reencarnar num coelho, tenho que rir.
Perguntarão vocês, e os ovos? Calma nada de pensamentos pecaminosos, os ovos do coelho são de chocolate, até hoje o mistério nos intriga, mas para a alegria dos pobres mortais foram incorporados pelos cristãos e inserido aos festejos.

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