quinta-feira, 30 de julho de 2026

EMOTION



Estava meio sem inspiração, procurei o meu amigo Caixa Preta, como sempre fomos diretos ao Porcão.
Pedimos a nossa cerveja, logo o velho Caixa começou a falar sobre um amigo que perdemos, o que pra galera foi um golpe, mas não tinha outro jeito, o cara passou dos limites e teve que ser exemplado, o resto da turma também poderia até ser contagiada por essa coisa que de vez em quando ataca.
Estamos falando daquele baixinho invocado, dos cabelos rebeldes, pois segundo o velho Caixa os cabelos estão se rebelando e abandonando a cabeça do cabra, vai ficar parecendo bola de bilhar.
Está gastando muita água pra lavar o rosto, que começa na nuca, a coisa tá feia, talvez nisso encontremos a explicação pro cabra ficar meio esquisitão.
Deixa eu explicar pra vocês entenderem direito essa perda do amigo, um caso bem apimentado e tomou contornos de tragédia, foi porque o Caixa resolveu expulsá-lo do grupo, pois o cabra estava meio estranho, de uns tempos pra cá, começou a ter umas atitudes não condizentes com o nosso grupo, chegando ao ponto de assistir novelas e se emocionar roendo até as unhas, dizem que chegou ao cúmulo de assistir vale a pena ver de novo, era um caso perdido.

terça-feira, 28 de julho de 2026

CULTURALMENTE RICO, POLITICAMENTE POBRE




Auditório lotado muita gente no lançamento da Coletânea Artística do Guará, o auditório ficou pequeno, mas não era pra menos pois reuniu escritores, com fortes vínculos com a região, o sucesso foi grande. 
A Coletânea Artística do Guará reúne textos de escritores, poetas, cronistas e autores com vínculo com a região. A obra forma um registro coletivo de memórias, afetos, histórias e olhares sobre o Guará, apresentando diferentes formas de narrar a cidade a partir da experiência de quem vive, viveu ou mantém relação direta com o território.
Mais do que um livro, a coletânea funciona como um retrato literário da comunidade. Seus textos ajudam a preservar lembranças, revelar personagens, registrar mudanças urbanas e valorizar a identidade local. A publicação também amplia a visibilidade de autores do Guará e aproxima a literatura do cotidiano dos moradores.
A iniciativa contribui para dar circulação aos trabalhos e fortalecer o reconhecimento dos nossos artistas que atuam no Guará e no Distrito Federal.
Foi com o imenso orgulho que me vi envolvido nesse evento entre tantos bons escritores e artistas, amo o Guará.
Fiquei até envaidecido, aproveitei pra rever pessoas que a muito não via, foi realmente um evento que marca essa cidade com cultura, pena que esteja abandonada por quem deveria cuidar.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

IMPORTAÇÃO DE QUIOSQUES






O Caixa Preta estava inspirado, segundo ele que está observando o comportamento de algumas pessoas e ficou pasmo com a conclusão que chegou.
Hoje você vê muita gente tomando Mounjaro pra emagrecer, ele lembrando de quando a mãe dele enchia ele de cascudos pra tomar Biotônico Fontoura e engordar, quase ri, mas o cabra estava muito sério e eu não queria arriscar.
Lá no Porcão, comecei a me tremer, era o frio que começou a apertar tentei relaxar, o velho Caixa estava preparando mais um caso pra contar
Segundo o velho Caixa daqui a pouco vamos importar clientes para a quioscaiada que tornam a nossa cidade, uma das que mais libera e apoia esse tipo de comércio predatório e feio, com isso a nossa qualidade de vida e a sobrevivência do comércio formal está matando cachorro a grito.
Qual é o benefício bom e real para os moradores ? Aqui no Guará a coisa virou festa, basta dar uma volta na cidade.
Quais os interesses que estão por trás dessas licenças que permitem a instalação nas nossas quadras, sem uma consulta pública para avaliar o impacto ambiental e de vizinhança que tais monstrengos montados no interior das quadras trará aos moradores, que já se defrontam com problemas como falta de estacionamentos, acessos e mobilidade.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

AGOSTO - MÊS DO CACHORRO LOUCO

Sem querer olhei para o calendário, o mês Julho chegou, está quase acabando, a maioria ainda chama Agosto de mês do cachorro louco, mas prefiro chamar de mês do político louco, pois o DF está parecendo uma briga de faca no escuro.
Muita gente saindo das tocas, mesmo tendo um passado um tanto nebuloso, a população parece não querer se livrar desse lixo, que quando teve oportunidade nada fez, a não ser as merdas que estão deixando o DF cada dia mais atrasado.
A limpeza tem que ser geral, não existe safado arrependido, o que existe na verdade é saudade da boquinha, onde podem aprontar e ficarem à salvo, o povo tem que abrir o olho com essa turma.
Vamos voltar os nossos olhos para o Guará real, não aquele das propagandas institucionais cheio de mentiras deslavadas, mas o velho Guará com problemas que clamam por soluções imediatas, o tempo passa e parece que nada quer mudar, voltamos sempre para a estaca zero.
Vamos sair dos discursos cheio de palavras bonitas, mentiras, juras falsas de amor nojentas e melosas, além outras enrolações, vamos olhar em volta e ver que a realidade é bem mais cruel do que realmente imaginamos.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

COLETÂNEA ARTÍSTICA DO GUARÁ

No dia 21 de julho, a Administração Regional do Guará recebe o lançamento da Coletânea Artística do Guará e a abertura da Mostra de Artes Plásticas, reunindo autores e artistas visuais da cidade. 
A Coletânea Artística do Guará reúne textos de escritores, poetas, cronistas e autores com vínculo com a região. A obra forma um registro coletivo de memórias, afetos, histórias e olhares sobre o Guará, apresentando diferentes formas de narrar a cidade a partir da experiência de quem vive, viveu ou mantém relação direta com o território.
Mais do que um livro, a coletânea funciona como um retrato literário da comunidade. Seus textos ajudam a preservar lembranças, revelar personagens, registrar mudanças urbanas e valorizar a identidade local. A publicação também amplia a visibilidade de autores do Guará e aproxima a literatura do cotidiano dos moradores.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

BATEU O DESESPERO

O frio aperta, tento parar de tremer, tomei até uma dose de cachaça e nada, vou ficar aqui na frente do computador até aparecer algo que me tire daqui, nem o Caixa Preta me telefonou.
Comecei a pensar nas reuniões que acontecem aqui no Guará, sinceramente essas reuniões estão me cansando, principalmente com essas vaquinhas de presépio que habitam o nosso quadrado, mas só aparecem nas reuniões pra puxar o saco descaradamente e defender alguns órgãos que não fazem o mínimo, pra mostrar que servem pra alguma coisa.
A pior deficiência é a moral, pois não existe prótese para caráter amputado, mas fiquei em dúvida, será que Noé só colocou na arca um casal de antas, acho que ele se enganou.
O Celso Ruçoéomano do cerrado querendo aparecer resolveu estacionar um carro no meio da Rua de Lazer, num total desrespeito a população, apenas pra fazer propaganda política acompanhado de fiéis puxas sacos, entre eles um despreparado lacaio do governo, que devia coibir essas e outras lambanças que acontecem diariamente na cidade.