terça-feira, 24 de maio de 2016

NAS COXAS




Geralmente quando encontro o Caixa Preta o nosso destino é sempre o bom e velho “Porcão”,uma pocilga que foi transformada em boteco muito bem aceito por endividados,duros...e toda a sorte de desvalidos.
Então para não quebrar o ritual nosso de cada dia fomos sentar nas mesas do “Porcão”,onde um carinhoso “Galak” nos recebeu com um monte de impropérios e aquela má vontade que dá gosto,já escrevo isso com os olhos marejados quando me lembro do gentil garçom,me vem aquela estranha vontade de virar o Hulk.
O velho Caixa no auge da sua revolta não escondia a sua insatisfação com os rumos que tomava a cidade,deixando os moradores contrariados e apreensivos com o futuro.
Parece até que embarcamos no túnel do tempo,voltamos ao passado não muito remoto e nos deparamos com os mesmos erros.
Não precisa ir muito longe para se chegar a a essa triste conclusão,o Guará virou a cidade das obras feitas nas coxas,dos remendos(basta olhar o asfalto),
puxadinhos,invasões,praças mal cuidadas,calçadas as poucas que existem estão em péssimas condições ou foram totalmente ocupadas por comerciantes inescrupulosos que nos obrigam a andar no meio da rua,muitas não resistiram ao abandono que foram deixadas durante os anos que passaram,por favor não me falem em falta de recursos,não brinquem com nossa inteligência,por favor nos poupem.