segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

MONOTONIA

Sinto que o Guará está mais monótono que trajeto de elevador, fiquei pensando em dar uma passada lá no Porcão, precisava de inspiração para escrever.
Olhei em volta vi que o cachorro do Galak me olhava de modo estranho, pra passar o tempo resolvi adivinhar o que ele planejava, os dentes ele já mostrava pra indicar que eu não era muito agradável pra ele, tão cretino quanto o dono.
Chega o Caixa Preta, vem me contar sobre o crime cometido com a QI-23 apenas pra atender aos interesses de amigos, a turma que participou já está sendo devidamente monitorada pela polícia, alguns se deram bem depois da grande armação que envolveu o caso.
A população, os moradores do local foram tratados como um bando de idiotas que não sabiam o que queriam durante as audiências, quando na verdade tudo não passou de uma grande armação pra favorecer empreendimentos de chegados.
Para se ter uma ideia da coisa, teve um dos emissários, que deixou o pequeno aptº onde  morava pra ocupar mansão no Lago, uma das áreas mais valorizadas do DF.
Isso é de uma canalhice imensa, os moradores ainda esperam uma solução para aquela sacanagem perpetrada contra eles, ninguém esquece. 
Muita gente se deu bem, mas a coisa fede a quilômetros de distância, não tiveram o mínimo de respeito com o contribuinte e enfiaram a coisa goela abaixo, a coisa ou aberração como queiram, está lá pra quem quiser ver.

sábado, 28 de dezembro de 2024

JINGLE BELLS

Com a chegada de Dezembro sempre procuro o meu amigo Caixa Preta, quero que ele me conte algum caso ou crítica a data tão aguardada pelo pessoal.
Pra começar o velho Caixa mandou uma tijolada, disse que o pessoal tem que botar na cabeça que não adianta encher as casas de luzes compradas de chineses lá na Feira dos Importados, antiga Feira do Paraguai, é preciso que entendam  de uma vez por todas, J.C. nasceu em Belém e não em Las Vegas.
Mas a grande maioria está na verdade querendo curtir os feriados e enfiar o pé na jaca, comendo e bebendo como se não houvesse amanhã, a dieta do ano inteiro vai pro ralo.
Haja boldo e todos os remédios capazes de salvar o já combalido fígado, isso sem contar com as promessas de jamais voltar a beber.
O velho Caixa que não é muito chegado no Natal, pois considera apenas uma data para o comércio encher o rabo de ganhar dinheiro vendendo tranqueiras chinesas, que muitas vezes não servem para nada, apenas ocupam espaço.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

AINDA ESTOU AQUI

Igual ao filme que está fazendo o maior sucesso, concorrendo ao Oscar, mas acredito que não ganhará, sou meio pessimista em relação a certas coisas, mas ainda estou aqui.
Resolvi dar a minha volta pela cidade, quem sabe eu me depare com algo que valha a pena e dizer até que enfim acertaram, as vaquinhas de presépio ficam em polvorosa.
Vejo que o Caixa Preta não vai aparecer, então vou aproveitar pra falar de coisas que estão deixando os moradores do nosso quadrado pra lá de preocupados com o nefasto lançamento do programa : Meu estacionamento, minha vida.
Ali na QE-34 chegaram ao ponto de cortarem árvores frondosas, arrancaram gramado, apenas pra atender aos chegados, os contribuintes estão revoltados, alguns dizem que reclamar, pouco ou nada vai adiantar.
Esse é o nível de credibilidade na turma que hoje está aboletada no Guará, apenas para cacifar os patrões, talvez apenas pra curtir o deslumbramento passageiro, sentindo-se a última fatia do bolo, dá pena, ver tanta mediocridade em nossa cidade. 
As coisas estranhas realmente só acontecem nos finais de semana aqui no Guará. Aqueles que vivem de aprontar resolvem se ajeitar  para se dar bem ao invés de descansarem ou fazerem algo útil, danam o pau a fazer  puxadinhos (aqueles que jogam o povo para o meio da rua) algo muito popular por aqui.
Quiosques crescendo assustadoramente, muitos aproveitando a ocasião para fazer o segundo andar ou até mesmo invadir uma área pública para conseguirem a tão sonhada regularização do ilícito, ganhando misteriosamente a proteção da Administração, pois isso que a muito tempo acontece no Guará conta com a conivente complacência de quem deveria coibir, uma farra muito boa.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

ZONA LEGAL

O Caixa Preta era a indignação em pessoa quando o encontrei lá no Porcão, bebendo aquela cerveja, sentado na nossa mesa preferida, gritando coisas desconexas com o Galak, reclamava de alguma coisa.Segundo o velho Caixa, o Guará agora passa de cidade-satélite para a categoria de zona generalizada, graças à incapacidade administrativa do governo com a coisa pública, deixando que as administrações interpretem, de acordo com o entendimento de cada uma, a aplicação de leis sobre o uso dos espaços públicos, transformando de vez o Guará em um inferno aqui na terra para o comércio regular. Parece que esse descaso agora vai ser geral, criamos agora a zona de livre comércio nas calçadas e áreas públicas do Guará, uma zona, mas agora legalizada, onde mais uma vez quem pagará o pato é o contribuinte e comerciantes legalmente estabelecidos, que pagam impostos caros, sustentam muitas vezes as famílias, gerando empregos. Não é bem isso que os iluminados querem realmente resolver, estão talvez pensando em sobrevivência política mesmo que para isso tenham de acabar com o Guará, que está num verdadeiro processo de canibalização, principalmente ali na QE-07.

domingo, 1 de dezembro de 2024

A ESTRELA, O SONHO E REALIDADE

Sem ter muito o que fazer, ansioso esperava pra ver o Botafogo em campo. Cervejinha gelada, o sofá totalmente a minha disposição, estava sozinho, queria aproveitar pois afinal de contas iria ver o Botafogo jogando só pra mim e isso não tem preço.
A bola começou a rolar, eu nervosíssimo, inquieto me acomodei, um verdadeiro show de bola, passes precisos, dribles desconcertantes, defesas miraculosas, custei a crer que aquele era o meu querido Botafogo.
Renascido das cinzas, mostrava o seu valor em campo, deixando os torcedores, mesmo os mais descrentes com a certeza de que começava a tomar forma um time que poderia nos dar muita alegria, a estrela solitária voltava a brilhar.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

CORRE NEGADA

Passei lá na praça vi o pessoal reunido embaixo da jaqueira, uma discussão sobre nada muito acalorada, garrafas vazias , copos e o que é mais importante consumidores de montão ,enquanto tomavam aquelas doses generosas de Domus discutiam os males da água para o organismo humano, sempre evitando aquela palavra que abala as estruturas emocionais de alguns, que é a palavra: Trabalho. 
Assim sendo em respeito a saúde dos nobres consumidores da destilada, maltada ou misturada com metanol, evitarei o uso de tal impropério no que escrevo, para não causar nenhum mal a saúde da turma, que permanecia naquela saudável algazarra falando da inflação que parecia agora atacava o preço dos destilados e afins.
Aproveitei o entusiasmo da turma perguntei o motivo de tanta discussão, parecia o parlamento americano discutindo relações exteriores.
Fiquei por ali ouvindo o papo da galera, mas com o pensamento bem longe dali, tentava lembrar de algo que estava me preocupando aqui no Guará, pois o tempo passa e os problemas se avolumam.
Vi que apesar da preocupação, o tempo tinha passado e os nossos problemas continuavam ai por serem resolvidos, na verdade nada para comemorar, não adianta fingir otimismo, pois tudo continuava no mesmo diapasão sem solução a curto prazo.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

UM CALOR INFERNAL

O calor tira toda nossa vontade de tentar fazer algo, a única coisa que nos vem em mente é nos livrar dessa  sensação térmica que lembra bem as labaredas do inferno, apesar de não conhecer, mas imaginamos que assim seja, o suor escorre, incomoda, tira o nosso poder de concentração.
Mas temos que pensar em assuntos que estão deixando a população preocupada com um futuro que querem nos tirar. 
Parece que atentados contra o meio ambiente estão se tornando marca registrada do Guará, uma cidade cercada de verde mas com uma tradição muito forte pelo descaso com a natureza.
Basta observar com atenção os movimentos que fazem para tentar chamar a atenção das autoridades contra essa verdadeira chacina contra o nosso meio ambiente, sem observar os verdadeiros atentados contra a nossa qualidade de vida dentro da própria cidade, onde sempre em cada dia que passado recebemos tapas na cara de políticos que dizem amar o Guará e vertem lágrimas de crocodilos quando falam disso.
Basta dar uma volta na cidade para ver os sinais dessas agressões criminosas contra o meio ambiente, que muitas vezes partem de órgãos que estão aqui para nos proteger e zelar pela preservação de espaços tão importantes para nossa saudável e imprescindível sobrevivência, que a cada dia sofrem agressões que podem ser irreversíveis a longo prazo.

sábado, 23 de novembro de 2024

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Mais uma semana começando, o calor está de rachar, a falta de inspiração provocada por essas labaredas do inverno infernal, deixa a gente meio desligado sem muita vontade de fazer qualquer coisa que não seja, tomar cerveja , sombra e água fresca.
O Caixa Preta ainda não telefonou, estou quase dando uma chegada lá no Porcão pra tomar uma gelada enquanto velho Caixa não aparece, o que me incomoda é o Galak passando pra lá e pra cá, estou quase dando uma cadeirada nele.
Com a chegada inesperada do velho Caixa, mudei o foco das minhas preocupações pra evitar confusões.
Expliquei ao velho Caixa que aquela vida estava me cansando, o Guerrilheiro do Cerrado estava inspirado, logo me fez ver que era besteira.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

TÍTULOS

O Natal se aproxima, as coisas continuam no mesmo diapasão, tudo se repetindo pra lembrar a cada momento o nosso atraso.
Essa República de Bananas me dá nojo e vergonha, pois acho incompreensível essa revolta com a não premiação de um jogador de futebol, quando temos motivos muito maiores e relevantes para nos revoltar, que a tal premiação.
Temos um Congresso que fede à distância, que não respeita o povo em momento nenhum, o tal salário - mínimo que é uma piada, serviços públicos de péssima qualidade, isso sem querer falar das outras mazelas que nos atinge cotidianamente.
A preocupação maior agora são as eleições nos States, enquanto isso os eleitos aqui aprontam contra os contribuintes sem dó nem piedade.
Sinto que talvez esse país talvez nunca vá melhorar, pois a falta de dignidade do nosso povo deixa o freio de mão do desenvolvimento sempre puxado, com a marcha ré engatada.
Sempre achei que um país com o tripé: Samba, futebol e carnaval nunca terá futuro, não me venham  com aquela desculpa de que o nosso povo é alegre, o sentimento que tenho é de um povo parvo que não tem seriedade, vivem preocupados com o que acontece lá fora, principalmente com as imbecilidades do mundo artístico, esquecendo de olhar as desgraças que enfrentamos para sobreviver.

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

PIMENTAS, NOVELAS E SUSPIROS

Um leve chuvisco, a falta de ânimo, uma preguiça até pra respirar, preciso escrever o artigo, o assunto com certeza o velho Caixa vai trazer.
Essa frente fria que está vindo lá das bandas do Piauí já está me deixando incomodado, parece que estou no meio do deserto e não encontro um oásis, o suar escorre.
Saio igual a um zumbi procurando pelo Caixa Preta,  quem sabe ele não acha uma solução para aplacar esse calor infernal,parece que adivinhando o meu pensamento o velho Caixa surge de repente e com ele um convite para aplacar a sede lá no Porcão,não poderia ser diferente.
O Galak o nosso garçom preferido já nos esperava como sempre com aquela alegria de fazer inveja a velório, com a faca na mão(estava tirando a sujeira debaixo da unha...do pé), jogou a faca na mesa lá da cozinha onde preparava o tira gosto, passou raspando a minha orelha.
Veio ao nosso encontro, resmungando e xingando para demonstrar a satisfação em nos ver.
Fiquei tão alegre que quase saio correndo dali, só não corri porque estava cansado, muito suado e o sol lá fora não era muito convidativo.
Pedimos a nossa cerveja, logo o velho Caixa começou a falar sobre um amigo que perdemos.
Aquele baixinho invocado, dos cabelos rebeldes, pois segundo o velho Caixa os cabelos estão se rebelando e abandonando a cabeça do cabra, vai ficar parecendo bola de bilhar.