sábado, 10 de dezembro de 2016

O FIM DA ORLA

Não tem nada que desagrade mais aos moradores dessa pacata cidade do que serem feitos de idiotas. Vez ou outra são colocadas ideias de jerico, por meio dessa tchurma que as mostram como novidades que, por várias vezes, soam desagradáveis aos nossos ouvidos.


Estou falando das ideias que só podem ter saído de uma mente doentia, sem a menor sensibilidade dos anseios da população, que parece agora estar querendo acordar, depois de tantos descalabros cometidos contra o Guará. Já começam a chiar, e com razão.
Trata-se da ideia idiota de querer, através da LUOS, implantar comércios em todas as casas da orla do Guará II, simplesmente sem dar uma explicação lógica, a não ser atazanar mais uma vez a vida da já sofrida população, passando por cima da vontade de uma grande maioria, apenas para atender a alguns chegados, sob a alegação de que criaria desenvolvimento para nossa cidade! Desde quando abarrotar a orla de botecos, lojas e outras “cositas más”, traria desenvolvimento? Acabaria de vez com o calçadão, o verde e a ciclovia, provavelmente para dar lugar a estacionamentos que nada acrescentam, a não ser o crescimento do caos urbano que desfiguram a nossa cidade.
Claro que a população já está de orelhas em pé, só de pensar na consumação dessa sandice por pseudos urbanistas, que devem ter adquirido os diplomas na Feira do Rolo, pois falta-lhes sensibilidade para sentir o que é o Guará e suas particularidades que só nós os moradores temos. Não se consegue vislumbrar o que virá embutido nesse mirabolante plano, esperamos que não seja consumado contra a nossa cidade.
Chega de invenções idiotas, chega de projetos caça niqueis que esses aprendizes de feiticeiros querem impor à nossa cidade, que já se posiciona contra a mais esse achaque, que ameça a nossa tranquilidade apenas por capricho ou ganância de alguns.

O Guará quer mudanças sim, mas nada que represente tamanho retrocesso.