sexta-feira, 6 de março de 2020

RESSACAS

Sem ter muito o que fazer nesse período dedicado ao Momo, resolvi dar uma chegada lá no Porcão pra tomar uma gelada, quem sabe  não encontraria por lá o Caixa Preta que tinha sumido sem deixar rastros.


Eu estava adivinhando, me deparei com um cabra que parecia ter sido atropelado por uma carreta carregada de cimento ou algo parecido, estava muito esquisito, com aquelas olheiras que me lembravam um zumbi, desses que aparecem nos filmes de terror, uma coisa medonha de se ver.
Só não saí em desabalada carreira porque o cérebro mandava correr, mas as pernas não me obedeciam, fiquei estático, só me acalmei quando identifiquei quando aquela voz de taquara rachada falou meu nome, era o Caixa Preta.
O velho Caixa estava irreconhecível, um bafo que parecia ter tirado gosto com pedaços de defuntos, foi difícil segurar a vontade de vomitar.
Mas a amizade sempre fala mais alto, resolvi então ouvir os desabafos carnavalescos do Pierrot do Cerrado, apesar da catinga do cabra.
Começou falando das festas e blocos que desfilou, pois sendo um fanático pela festa pagã, onde encontrava um grupo sambando lá estava.



quinta-feira, 5 de março de 2020

SEM SOLUÇÃO

Nas minhas andanças pelo Guará sempre encontro algum traço de irregularidade, mas quando se procura os responsáveis para saber de alguma explicação plausível, jogam na nossa cara, na maior cara de pau, as velhas desculpas do estamos analisando e já notificamos, mas nada de solução para o problema.


Muito se tem falado dos problemas da nossa emblemática Feira do Guará, que de uns tempos para cá só tem aumentado, em alguns casos até multiplicado, pois até ameaça de intervenção já sofreu.
O GDF fez um estardalhaço inútil, prometendo que iría partir pra revitalização das feiras em todo o Distrito Federal, mas como sempre nada de concreto aconteceu por aqui.
Parece que o Guará, sempre o Guará, tem que pagar por todas as mazelas que ocorrem por aqui, culpa da incompetência e desmandos tão comuns por essas bandas.
Enquanto isso o GDF fica fazendo cara de paisagem, mas os descalabros continuam acontecendo cada vez com maior intensidade, basta dar uma volta na Feira do Guará, para se se deparar com aquela Torre de Babel, onde tudo pode e ninguém se entende.
Fiquei pasmo com o que pude notar por lá, muitos aproveitando o período carnavalesco para construir o segundo andar na sua banca, coisa que parece não ser permitido por lá, mas está acontecendo e vai de vento em popa.





terça-feira, 3 de março de 2020

EMIRADOS ÁRABES

O governo de hoje aparece com uma política ultrapassada, trazendo no bojo o mesmo ranço da velha política aqui implantada ao longo dos anos, que tem deixado o DF a beira da ruína e da falência, vive hoje de migalhas repassadas pelo governo federal.
Os mesmos personagens que hoje rodeiam o atual governador, continuam defendendo a política do clientelismo do passado, mas os tempos são outros.


Um bando de figuraças tentando preservar a sua preciosa boquinha com unhas e dentes, com isso o atraso continua e tenham certeza, nada de bom sairá daí, apenas mais problemas, como sempre nós os contribuintes mais uma vez pagaremos o pato.
Um governo que, de cima dos seus saltos altos, não teve a capacidade de humildemente reconhecer a sua incapacidade de governar, com delírios de um novo Emirado Árabe, até no Carnaval do Rio de Janeiro tentou ou injetou recursos, mas sem apresentar nada que tire o nosso DF do marasmo e do atraso.
Pobre DF, com problemas abismais em todas as áreas, só avançou no item pintura de meios-fios, operação tapa buracos e outros penduricalhos, pois até em limpeza fomos condenados ao sacrifício em detrimento dos donos do lixo.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

TRIPUDIANDO

Parece que buscar a melhoria do DF e da população não faz parte dos planos, dessa turma encastelada no poder, tal qual semideuses, curtindo com a cara dos eleitores.
O DF passando por uma crise de lascar, falta dinheiro pra tudo, nada anda hoje aqui por essas bandas, tudo em passo de tartaruga com artrose, devagar e a muito tempo parada.


Depara-se com a cara de pau e desfaçatez dessa Câmara Legislativa do Distrito Federal -CLDF, que dessa vez parece que o ultrapassou o limite do bom senso, partindo para o escárnio escancarado com o pobre do contribuinte que já não aguenta levar tanto pau no lombo pra sustentar esse festival de gastos.
Recebe o contribuinte de presente esse tapa na cara através de mais um desvario de um de seus membros, sob o pretexto de ajudar a cobrir o rombo do tal Fundo de Assistência a Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara Legislativa do Distrito Federal – FASCAL, apresentou um infame projeto de salvação, que parece não ter colado nesse primeiro momento, mas temos de ficar atentos, pois logo eles voltarão a carga com esse tal projeto. 



terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

APATIFAM-NOS

“Apatifar”, nos diz o Aurélio, significa tornar desprezível, aviltar, envilecer. Pessoas se apatifam, nações inteiras podem se apatifar, ou serem apatifadas. O mundo hoje vive uma assustadora onda de contágio viral que, espera-se, acabará controlada ou, eventualmente, desaparecerá. Já patifaria não mata, mas também contagia, com a diferença de que não tem nem perspectiva de cura.


É impossível observar o Brasil de hoje sem a sensação de estar assistindo a uma pantomima tragicômica, à decomposição de um Estado que, dissessem o que dissessem de governos anteriores – inclusive os lamentáveis -, mantinha, pelo menos, a linha, o que é mais do que se pode dizer da atuação de Bolsonaro & Filhos no palco do poder.
Agora se entende por que Bolsonaro insistia em dizer que não houve um golpe em 64 nem uma ditadura militar nos 20 anos seguintes: ele queria montar o seu próprio regime militar, enchendo o Planalto de generais de fatiota que deixam seus tanques no estacionamento e entram pela rampa principal, rindo da gente. Implícita nessa original tomada do poder está a ideia imorredoura de que só uma casta iluminada, os militares, sabe governar um país.
O apatifamento de uma nação começa pela degradação do discurso público e pela baixaria como linguagem corriqueira, adotadas nos mais altos níveis de uma sociedade embrutecida. 



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

É NÓIS !!!

Já não aguento andar pelo interior das quadras aqui no Guará, uma buracaiada danada parece que elas não existem para a Administração do Guará, tem-se a impressão que estamos sobre a superfície lunar ou um gigantesco queijo suíço tal a quantidade de buracos.


Tudo indica que o pessoal responsável pelo tal de Guará em Ação, lançado com um certo estardalhaço por aqui não se interessam muito por essa parte não visível das quadras, mas lembramos que muitos eleitores moram por ali, portanto é melhor abrir os olhos ou  se usar óculos seria bom trocar as lentes.
Nas redes sociais é uma verdadeira avalanche de reclamações diversas, que vai desde a escuridão reinante até o abandono das praças, que para toda a população são pontos de concentração popular e lazer, não abrigo de vagabundos, desocupados drogados como hoje se encontram, muitos deles passaram a morar nas mesmas, muitas vezes perturbando a paz de transeuntes ou frequentadores das praças.
Com isso a sujeira só aumenta e o risco de se pegar uma doença qualquer, esse descaso ainda pode custar caro pra cidade, como está não pode continuar.
Dá raiva ver tanto descaso nos logradouros diversos espalhados por todo o Guará mostrando que o bem - estar da população pouco importa, só se você for amigo do rei ou de seus amados súditos.




terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

MEU ESTACIONAMENTO,MINHA VIDA

Meu amigo Caixa Preta só vive aprontando, o cara não deixa nada passar batido pra tirar um sarro com a galera lá do Porcão, eu nem me espanto com as sacanagens que ele apronta.
Outro dia quando chegamos lá no Porcão estava lotado, até a nossa mesa preferida estava ocupada, talvez por não ter jogo do Flamengo na TV, a turma com esse calor vai direto tomar uma gelada.



O velho Caixa ficou impaciente, começou a tossir sem parar, todos ficaram olhando o cabra tossindo sem parar, era uma coisa estranha, mas o pior estava por vir, quando ele limpando o nariz na camisa olhou pra mim e disse : - Essa  minha viagem à China não foi nada boa.
Em poucos minutos tinha mesa sobrando, foi uma correria danada, o velho Caixa está rindo até agora, o Galak se não fosse contido pela galera tinha lhe enchido de porradas.
Depois de acalmar os ânimos, o velho Caixa tocou em um assunto que me chamou a atenção que hoje preocupa a toda população do Guará.
Com a população aumentando, crescimento desordenado que beira ao caos urbano, tudo graças a  reinante incompetência  de gestores e do governo, que nunca resolveu esse problema, falta de estacionamentos em algumas áreas, que se arrasta com mais um monte de problemas que hoje enfrenta o Guará, parece até que o Guará não faz parte do DF.
Mas vamos aos assuntos que nos interessam que é a volta dos mortos – vivos, os sem estacionamentos, principalmente de prédios que foram construídos na orla do Guará, a maioria nas coxas ao arrepio das normas e leis existentes, que foram devidamente ignorados simplesmente para atender a ganância de especuladores, grandes financiadores de campanha.





sábado, 15 de fevereiro de 2020

GOG - UM RAPPER DE RESPONSA

O “poeta do rap nacional”, como é conhecido, em seus mais de 30 anos de carreira sempre defendeu a produção independente no hip-hop. Inicialmente era B-boy, sempre politizado e militante incansável das “causas e das canções”. 


Primeiro cantor de rap nacional a abrir o próprio selo e, por ele, produziu e lançou ótimos trabalhos seus e de outros importantes grupos do Distrito Federal, entorno do DF e de outros estados brasileiros.
Para além do engajamento social, o compromisso com seu trabalho artístico e com os artistas que colocou no mercado, GOG tem um currículo extenso de estrada, com 12 discos lançados e diversos prêmios. 
Aos 54 anos, tem a mente mais oxigenada e futurista que a de muitos MC’s em início de carreira. Um dos resultados da maturidade do ritmo e da poesia de Genival Oliveira Gonçalves é o DVD “Cartão Postal Bomba!”, gravado pela banda MPB - Black, com participações especiais do rap, além de artistas consagrados da Música Popular Brasileira, como Paulo Diniz, Lenine, Maria Rita, Ellen Oléria e Gerson King Combo.
Em 2010, mostrou mais resultados de sucesso, como o lançamento do livro “A Rima Denuncia”, em que conta, além da sua história de artista e militante, importantes marcos da cultura hip-hop e algumas composições ainda inéditas. Em 2015, lançou “GOG – Genival Oliveira Gonçalves”, com participações de Zeca Baleiro, Fernando Anitelli, Dhy Ribeiro e Hamilton de Holanda. 



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

ZONA !

O Caixa Preta era a indignação em pessoa quando o encontrei lá no Porcão, bebendo aquela cerveja, sentado na nossa mesa preferida, gritando coisas desconexas com o Galak, reclamava de alguma coisa que não entendi muito bem, enfim, não precisam motivos para reclamar do paquiderme.


Segundo o velho Caixa, o Guará agora passa de cidade-satélite para a categoria de zona generalizada, graças à incapacidade administrativa do governo com a coisa pública, deixando que as administrações interpretem, de acordo com o entendimento de cada uma, a aplicação de leis sobre o uso dos espaços públicos, transformando de vez o Guará em um inferno aqui na terra para o comércio regular.
Parece que esse descaso agora vai ser geral, vamos criar agora a zona de livre comércio nas calçadas e áreas públicas do Guará, ou seja, uma zona, mas agora legalizada, onde mais uma vez quem pagará o pato é o contribuinte e comerciantes legalmente estabelecidos, que pagam impostos caros e geram empregos.
Sabemos muito bem como essas liberalidades terminam, não é com esse tipo de benesses as avessas que se fomenta emprego e renda.