segunda-feira, 20 de junho de 2016

MORDIDAS AMIGÁVEIS




Lá no Porcão sentados sem ter o que fazer, tomando aquela gelada, que mais parecia canela de pedreiro de tão branca por causa do gelo, esperando tranquilamente a chegada do Caixa Preta, que estava demorando. Tive que aturar o mau humor do Galak, aquela doce figura mais grossa que casca de Jacarandá.
De repente o velho Caixa chega. Me preparo para ouvir algum caso maluco que ele tem pra contar. Parecia alegre, tudo indicava que nada de novo e ruim estava acontecendo no nosso querido Guará. Pedi então que ele me contasse algum caso para colocar no artigo da semana.
Depois de alguns goles, alguns palavrões trocados com o Galak ele começou:” Um vizinho dele meio maluco, gostava muito de cachorro, sempre que via um abandonado no meio da rua adotava na hora e levava pra casa. A mulher do cabra já não aguentava aquela cachorrada dentro de casa, apesar de não terem filhos. A coisa estava ficando insuportável.
Um dos cachorros estava meio estranho e, quando menos ele esperava, deu-lhe uma mordida na batata da perna. Demorando a cicatrizar, resolveu ir ao médico que pediu para que trouxesse o cão.
Depois de examinar o cachorro, constatou que o mesmo estava raivoso, mas talvez já fosse tarde para ministrar o soro. O médico resolve prepará-lo para o pior.
O cabra pega uma folha de papel e começa a escrever, o doutor estranha e diz: - Calma...talvez não seja preciso escrever o testamento agora...
- Que testamento?Estou fazendo uma lista das pessoas que pretendo morder!!!”
Quase lati!