quinta-feira, 18 de agosto de 2016

DANÇANDO E SUANDO




A gente roda,roda e termina sempre dando uma passada lá no Porcão, o quiosque mais sujo e amado da cidade. Não tem jeito, apesar dos maus tratos, coices e xingamentos do Galak o garçom mais grosso que se tem noticia, o público é cativo.
O Caixa Preta aproveitou para contar uma boa enquanto a cerveja não chegava. Como sempre me preparei para ouvir mais uma do cabra, pelo jeito as risadas estavam garantidas.
Diz o velho Caixa que ele tinha um amigo, nordestino, grosso e não tinha hábitos muitos bons de higiene, o que dificultava o contato com o sexo oposto. Por mais feias que fossem, o cabra não tinha muita sorte. Pra piorar julho foi um mês de muito frio, de fazer pinguim usar cachecol.
Mesmo com toda dificuldade o bixim estava doido para dar uma chamegada nessas festas de São João que aconteciam aqui no Guará, não deixava ninguém sossegar, querendo dar uma dançadinha e matar saudade do interior da Paraíba.
O velho Caixa pra quebrar o galho, resolveu levar o cabra pra uma dessas festas que estavam acontecendo e explicou pra ele que ele tinha que se assear, tomar um banho, passar um perfume, vestir uma roupa limpa, pois o mulherio é muito exigente e quando vê que o cabra tá na secura, ficam mais exigentes ainda.
Saíram então rumo ao forró,lá chegando o cabra suava mais que tampa de chaleira, logo se engraçou com uma morena que lembrava o capeta chupando manga, por educação ela topou dançar com ele. Lá pelas tantas ela diz: - Puxa...Você sua, hein??? Ele todo animado respondeu: - Vou ser seu também...!!!