terça-feira, 3 de novembro de 2026

MEU QUIOSQUE, MINHA VIDA

O suor escorre, a paciência que já é pouca acabou, estou pensando em largar tudo e ir pra Paris, essa mesma vontade já tive outras vezes, o que falta é grana.
Desliguei o computador, tentei ligar pro Caixa Preta, que já estava lá no Porcão me esperando com as novidades.
Senti que o humor do velho Caixa está piorando, a causa são os trambolhos espalhados estrategicamente pela cidade.
Já fazem parte de um número assustador para depois se juntarem ao contingente de 386(trezentos e oitenta e seis) virou uma praga, hoje aqui no Guará não existe nada mais vantajoso e lucrativo do que ocupar áreas públicas, principalmente se a reboque vier um famigerado quiosque, está pra surgir algo melhor.
Os quiosques proliferam no Guará mais do que coelhos, cada um maior que o outro, contam com a omissão dos órgãos responsáveis, não desenvolvem qualquer tipo de negócio, fingem se estabelecer para ganhar algum tipo de benesse, na verdade apenas esperam algum padrinho para regularizar a safadeza.
Os quiosques são responsáveis pela grande maioria das invasões espalhadas por toda cidade, competindo com as outras invasões que teimam em aparecer por toda a nossa região.
O número assusta, mas não é delírio não, essa falta de vergonha implantada por parte da Administração está custando caro ao Guará, a nossa qualidade de vida está indo pro ralo.
Abram os olhos!

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