sábado, 3 de outubro de 2026

DIFAMAÇÕES

Conversando com um politico conhecido, escutei dele as reclamações sobre notícias difamatórias que tentam denegrir sua imagem, talvez a mando de interesses inconfessáveis.
Segundo ele,  tratado como criminoso comum, as vezes com extrema irresponsabilidade, com verdades.
Como exemplo cito um caso recente, onde li algumas verdades, mostrei ao meu chefe de gabinete, que por acaso é minha mulher, ela ficou perplexa, virou pro outro lado e continuou a roncar.
Como consequência tive que proibir meus filhos de lerem jornais, pois foram contratados apenas para lerem jornais, agora ficam sem fazer nada, apenas incomodando a avó, que serve o cafezinho no meu gabinete.
Não ficarei surpreso se algum jornal citar esse caso como exemplo de ociosidade dentro de gabinetes, com o dinheiro do trouxa contribuinte, pois o cinismo dessa gente é ilimitado.
Mas não me intimidam, minha vida como parlamentar sempre foi um livro-caixa aberto, imaculadamente em branco, nada tenho a esconder, mesmo que tivesse, não haveria mais lugar nos meus bolsos.
Não sou besta de recorrer a velhas desculpas e alegar que o nepotismo é antigo, pois sabemos que existe desde que o mundo é mundo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

TODO CUIDADO É POUCO

Cheguei mais cedo lá no Porcão, observando a movimentação em volta fiquei esperando meu amigo Caixa Preta, o Galak já tinha esbarrado na mesa duas vezes, olhei pra minha mão, estava esverdeada, será que eu estou virando o Hulk?
Nada disso era apenas o reflexo da luz na garrafa de cerveja, tentei relaxar, aquela catinga de óleo que chegava a sufocar, a fumaça entrando nas minhas narinas, tive uma sensação estranha, mas a figura do velho Caixa, me fez voltar a realidade, os gritos dele me tiraram daquele torpor que me acometia.
Todo sorridente pronto pra me contar as novidades, assunto não faltava, foi logo disparando que nos grupos de What’sApp direcionados para a discussão dos problemas da cidade, pouco se aproveita.
Discussões essas na sua maioria inócuas, sem aproveitamento nenhum para o momento de definição sobre o futuro do Guará.
Parece que ninguém mais se atreve a abrir o verbo contra essa turma que anda sonhando com uma boquinha, para matar a fome nas tetas da viúva.
O contribuinte esse otário que paga tudo, mas nada ou pouco cobra, espera que num lampejo de vergonha na cara dessa turma, façam algo para mudar o cenário sombrio que se avizinha, inclusive com a ameaça de alguns inúteis em voltar.