Cheguei no Porcão dei uma olhada no salão, sentei numa mesa longe da algazarra que faziam lá no fundão, evitando também a fumaça vinda da cozinha.
Galak, o garçom de voz suave, carinhosamente chutou a cadeira em que estava sentado e pra chamar mais a atenção falou num tom que todo mundo ouviu, só pra me sacanear: - E aí vai pedir ou está por aqui só pra admirar a paisagem?
Olhei calmamente para aquele paquiderme, vi que não teria a menor chance se mandasse educadamente o cabra se lascar, lamentei não ter aceito o convite de um amigo pra aprender artes marciais, e ainda por cima eu estava cansado, evitei a confusão, pedi logo uma cerveja pra me livrar do cara.
De repente o Caixa Preta chega parecendo político em campanha, gritando e acenando pra galera, suando em bicas e ainda com aquela cara de gozador inconfundível.
O velho Caixa sentou, estava na hora do almoço, o cardápio era único, aquela feijoada preparada pela Al Qaeda, a cozinheira que nas horas vagas era mãe do Galak, no velho panelão de alumínio preto que depois de tanto uso e sem uma boa lavada absorveu a cor da iguaria.
Meio sem vontade fui me servir, empurrado por uma multidão que parecia estar num acampamento de refugiados de guerra, uma confusão geral.
Olhei para o panelão, fiquei tentando adivinhar os ingredientes, juro que vi tudo, menos o que um cristão pudesse comer.
Pode parecer exagero meu, mas parece que vi até uma sola de sapato, o estômago queria saltar pela boca, tomei a decisão acertada, desisti. Pensei comigo mesmo, amanhã a lista de óbitos no jornal deve estar recheada.
Galak, o garçom de voz suave, carinhosamente chutou a cadeira em que estava sentado e pra chamar mais a atenção falou num tom que todo mundo ouviu, só pra me sacanear: - E aí vai pedir ou está por aqui só pra admirar a paisagem?
Olhei calmamente para aquele paquiderme, vi que não teria a menor chance se mandasse educadamente o cabra se lascar, lamentei não ter aceito o convite de um amigo pra aprender artes marciais, e ainda por cima eu estava cansado, evitei a confusão, pedi logo uma cerveja pra me livrar do cara.
De repente o Caixa Preta chega parecendo político em campanha, gritando e acenando pra galera, suando em bicas e ainda com aquela cara de gozador inconfundível.
O velho Caixa sentou, estava na hora do almoço, o cardápio era único, aquela feijoada preparada pela Al Qaeda, a cozinheira que nas horas vagas era mãe do Galak, no velho panelão de alumínio preto que depois de tanto uso e sem uma boa lavada absorveu a cor da iguaria.
Meio sem vontade fui me servir, empurrado por uma multidão que parecia estar num acampamento de refugiados de guerra, uma confusão geral.
Olhei para o panelão, fiquei tentando adivinhar os ingredientes, juro que vi tudo, menos o que um cristão pudesse comer.
Pode parecer exagero meu, mas parece que vi até uma sola de sapato, o estômago queria saltar pela boca, tomei a decisão acertada, desisti. Pensei comigo mesmo, amanhã a lista de óbitos no jornal deve estar recheada.
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