terça-feira, 10 de julho de 2018

DEPOIS DA COPA

O velho Caixa não apareceu, então fui parar lá no “Mil e Uma Moscas”, um boteco concorrente do Porcão, até a sujeira parece cópia do outro.
Pensem num lugar lotado, lotado de moscas que fazem uma verdadeira festa quando chega um freguês. 



Tentei encher os pulmões de ar, mas o que entrou na verdade foi a catinga de gordura velha, pensei que ia desmaiar, mas me mantive firme.
A cerveja estava meia morna, mas o que me chamou a atenção foi a luva preta do garçom, que na verdade eram as moscas que estavam sobre o tira gosto, não reclamei, apenas senti que o café da manhã queria sair de qualquer forma.
Fiquei meditando sobre o que estava ocorrendo no DF. Com a Copa do mundo rolando, parece que estamos anestesiados, só se fala na eliminação precoce da seleção alemã, na quase eliminação da Argentina, do cabelo do jogador imbecil, das babaquices aprontadas por brasileiros em solo russo.
Tão logo a Copa do Mundo termine, dê no que der, passaremos a viver dias de luta, onde  estaremos envolvidos mesmo não gostando, em disputas eleitorais.
Esse ano promete, teremos talvez disputas pra lá de acirradas, vai ser um salve-se quem puder.
O clima de falsidade já está impregnando o ar, uma forçação de barra pra ninguém botar defeito, dá gosto ver esses pseudos defensores do povo tentando se encobrir com o manto da falsa bondade como se já não fossem velhos conhecidos, tudo na maior cara de pau.
Certo está o Caixa Preta que detesta campanha eleitoral, pois o clima de cretinice reinante tira qualquer eleitor do sério.
Nem sendo alienado dá pra engolir calado.